Ontogênese do pericarpo e histoquímica da exotesta e pseudocarúncula de Euphorbia milii (Euphorbiaceae)

Diego Demarco, Sandra Maria Carmello-Guerreiro

Resumo


Diversos tipos de frutos ocorrem em Euphorbiaceae, destacando-se os secos de deiscência explosiva e sementes com envoltórios de diferentes estruturas e importância taxonômica. O objetivo deste trabalho foi descrever a ontogênese do pericarpo de Euphorbia milii Desmoul. e avaliar, em termos histoquímicos, a exotesta secretora e a presença de carúncula. O fruto é um esquizocarpo, cujo desenvolvimento do pericarpo se inicia pela divisão periclinal das células da epiderme interna. As derivadas dividem-se, formando cerca de quatro camadas de células alongadas obliquamente. Em seguida, as células parenquimáticas adjacentes alongam-se, formando uma camada em paliçada e então, as células entre a camada em paliçada e os feixes vasculares dividem-se, originando cerca de quatro camadas de células alongadas perpendicularmente às células oblíquas internas. Estas três zonas lignificamse, enquanto a região entre os feixes vasculares e o exocarpo, que possui idioblastos, hipoderme e laticíferos, não apresenta mudanças significativas. Antes da deiscência ocorre lise das células dos septos e dessecamento do fruto, o qual gera contração dos tecidos não lignificados e tensão entre as zonas lignificadas, rompendo os mericarpos em relação à columela central e na região do feixe dorsal, lançando as sementes. As sementes possuem pseudocarúncula e a exotesta secreta mucilagem, facilitando sua embebição.

Palavras-chave


anatomia, coroa-de-cristo, desenvolvimento, fruto, semente

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