Pericarp development in the macaw palm Acrocomia aculeata (Arecaceae)

Sarah Barbosa Reis, Leonardo Monteiro Ribeiro, Maria Olívia Mercadante-Simões

Resumo


Abstract

The anatomy of the pericarp of the macaw palm (Acrocomia aculeata) was followed during development. Ovaries of flowers collected at anthesis of the bracts as well as pericarps were evaluated at different development phases using traditional plant anatomy techniques. The ovary wall has two meristematic regions, one adjacent to the external epidermis and the other surrounding the seminal cavity. The external meristematic region gives rise to the woody exocarp, and the internal meristematic region is responsible for thickening of the oily/fibrous mesocarp as well as the hard endocarp. Sclerification of the exocarp and endocarp occurs approximately 70 days after anthesis and defines the final fruit volume. Lignification of the exocarp cell layers is incomplete, lending porosity to the structure. Numerous canals develop in the mesocarp that are formed by the fusion of raphide-containing idioblasts. Lignification of the sclereids and their generally random arrangement confers impermeability and rigidity to the endocarp. In mature fruits, lipidic reserves are observed in parenchymatic cells of the mesocarp, and the germination pore in the endocarp is composed of parenchymatic cells.

Desenvolvimento do pericarpo em macaúba [Acrocomia aculeata (Arecaceae)]

Resumo

O objetivo deste trabalho foi caracterizar anatomicamente o pericarpo da macaúba (Acrocomia aculeata)

durante seu desenvolvimento. Foram avaliados ovários de flores coletadas no dia da antese da bráctea e pericarpos em diferentes fases de desenvolvimento, por meio de técnicas usuais em anatomia vegetal. A parede ovariana apresenta duas regiões meristemáticas, uma adjacente à epiderme externa e outra que envolve a cavidade seminal. A região meristemática externa origina o exocarpo lenhoso. A região meristemática interna é responsável pelo espessamento do mesocarpo oleaginoso-fibroso e do endocarpo pétreo. A esclerificação do exocarpo e do endocarpo, que ocorre próximo dos 70 dias da antese, define o volume final do fruto. A lignificação das células do exocarpo é incompleta, conferindo porosidade

à estrutura. No mesocarpo se desenvolvem numerosos canais, formados pela fusão de idioblastos contendo ráfides. No endocarpo, a lignificação e a orientação das esclereídes em várias direções, conferem impermeabilidade e rigidez. Nos frutos maduros, a reserva lipídica se localiza em células parenquimáticas do mesocarpo e observa-se a presença de poro germinativo no endocarpo, composto por células parenquimáticas.


Palavras-chave


fruit ontogenesis, lipids, sclerification, esclerificação, lipídios, ontogênese do fruto

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