Acúmulo e efeitos do manganês em três macrófitas aquáticas tropicais: Azolla caroliniana, Salvinia minima e Spirodela polyrhiza

Claudineia Lizieri, Rosane Aguiar, Kacilda Naomi Kuki

Resumo


A fitorremediação que consiste na utilização de plantas para remoção de íons, tem aumentado nas últimas décadas, tendo em vista a busca por tecnologias de baixo custo para mitigar áreas contaminadas. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o potencial das macrófitas aquáticas: Azolla caroliniana Willd, Salvinia minima Baker (Salviniaceae) e Spirodela polyrhiza (L.) Schleiden (Araceae) em acumular manganês (Mn), um elemento que em concentração elevada pode ser tóxico para população humana. As três espécies acumularam Mn em seus tecidos e a absorção foi dependente da concentração do metal em solução. Spirodela polyrhiza acumulou as concentrações mais elevadas de Mn (17,062 mg g-1 MS), seguida por S. minima (4,283 mg g-1 MS) e A. caroliniana (1,341 mg g-1 MS). O excesso de Mn causou redução do conteúdo de clorofila total nas três espécies. O conteúdo de carotenóides diminuiu em A. caroliniana (27,02 %) e S. polyrhiza (25,34 %). Apenas em S. polyrhiza o crescimento foi reduzido significativamente (21,34%). As espécies A. caroliniana e S. minima toleraram excessos de Mn, mas foram ineficientes no acúmulo de concentrações elevadas do metal. O elevado conteúdo de Mn acumulado nos tecidos de S. polyrhiza sugere que a espécie possui capacidade para acumular este elemento. Portanto, apresenta potencial para ser utilizada na fitorremediação e oferece um novo recurso para explorar os mecanismos de acúmulo do Mn.

Palavras-chave


plantas aquáticas, crescimento, toxicidade, fitorremediação

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