Morfologia de plântulas de Leguminosae e o potencial sistemático

Ely Simone Cajueiro Gurgel, João Ubiratan Moreira dos Santos, Maria de Nazaré do Carmo Bastos, Flavia Cristina Araújo Lucas

Resumo


As investigações sobre a morfologia de plântulas, antes do surgimento dos metafilos, têm demonstrado rico potencial para estudos sistemáticos, inclusive testando a monofilia de gêneros de Leguminosae. Além disso, proporcionam a descoberta de estruturas transitórias, basais ou derivadas, que podem estabelecer conexões nem sempre ocorrentes no indivíduo adulto. A natureza dos cotilédones, de reserva ou folíaceos, é uma das principais características das leguminosae. O tipo de germinação constitui um dos caracteres mais relevantes para diferenciar suas espécies, assim como a forma do limbo, da margem, do ápice, posição dos eofilos, presença ou ausência de látex ou resina, relação comprimento/largura dos cotilédones, tamanho e número de pinas, pecíolo alado ou não, que permitem caracterizar famílias, gêneros e até mesmo espécies. Em Leguminosae, a morfologia de plântulas corrobora a identificação das plantas no campo e ainda fornece subsídios para delimitações genéricas e infragenéricas na família. De uma maneira geral as plântulas de Caesalpinioideae e Mimosoideae são epígeas, com cotilédones foliáceos; em Papilionoideae predominam plântulas hipógeas com cotilédones de reserva e extremamente variadas em termos morfológicos, principalmente nas tribos com espécies lenhosas.

Palavras-chave


sistemática, blastogenia, habitat, morfologia de cotilédones

Texto completo:

PDF


Esta publicação é filiada à ABEC

Licença Creative Commons
Rodriguésia - Revista do Jardim Botânico do Rio de Janeiro is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 3.0 Unported License.
A licença se aplica a todos os trabalhos disponíveis no site rodriguesia.jbrj.gov.br.