Viabilidade de dados e avaliação do risco de extinção das espécies brasileiras ameaçadas de Combretaceae

Rafael Augusto Xavier Borges, Miguel D'ávila de Moraes, Nina Monteiro Pougy, Ananda Meinberg Bevacqua, Gustavo Martinelli, Nilda Marquete

Resumo


A avaliação do risco de extinção consiste em analisar a probabilidade de uma espécie se extinguir em determinado tempo, segundo os critérios da International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN). No Brasil, a baixa qualidade dos dados para a avaliação de risco faz necessária a articulação de processos anteriores para a obtenção de dados suficientes. O objetivo deste trabalho foi reavaliar o risco de extinção das espécies de Combretaceae previamente consideradas ameaçadas de extinção, a partir da atualização dos dados relacionados à conservação destes táxons. Nossos resultados mostram que a articulação dos processos de consolidação taxonômica; importação e análise de dados; georreferenciamento e comunicação otimizaram a obtenção e sistematização de dados, enriquecendo as avaliações. Das 11 espécies selecionadas para reavaliação de risco, cinco encontram-se ameaçadas nas categorias VU, EN, CR e CR* e seis não estão ameaçadas. A integração dos processos e o resultado das avaliações foram consistentes. No entanto a deficiência de informações geográficas nas fichas de herbário, a falta de digitalização da maioria das coleções do País e a dificuldade de acesso a referências bibliográficas representam os principais obstáculos para a categorização do risco de extinção da flora brasileira.

Palavras-chave


conservação, espécies ameaçadas de extinção, IUCN

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